O Visagismo

A Construção Imagem Pessoal

A linguagem visual na construção de uma imagem pessoal

No final do século XIX, o arquiteto Louis Sullivan estabeleceu um conceito que mudou radicalmente a arquitetura e todas as outras artes aplicadas. Esse conceito é resumido na sua célebre frase "a forma sempre segue a função." Em 1918, a escola de artes Bauhaus foi fundada sobre esse princípio, por Walter Gropius e um influente grupo de artistas, e seus ensinamentos mudaram definitivamente toda a área de artes visuais, desde as Belas Artes ao Design.

A linguagem visual

Significado das linhas

Essa frase significa que, antes de se pensar no que será bonito ou esteticamente agradável, é preciso pensar para que ou quem a imagem serve. Há casas muito bonitas, mas desconfortáveis, escritórios lindos, mas nada funcionais. Há xícaras belas, mas difíceis de segurar. E vemos cortes e penteados belíssimos, que, mesmo deixando a pessoa bonita, não são adequados. Por exemplo, uma jovem médica pode ficar linda com cabelos esvoaçantes, mas não despertará muita confiança em sua competência.

Quando se pensa primeiro na função, esta determinará como a imagem deve ser criada, para ser adequada, sem deixar de ser bela.

O termo visagismo, palavra derivada de visage, que, em francês, significa rosto, foi criado por Fernand Aubry, em 1937, com o intuito de alinhar a arte de criar uma imagem pessoal a esse mesmo conceito. No entanto, nunca foi possível, ao cabeleireiro e ao maquilador, aplicar esse conceito totalmente, porque lhes faltavam algumas informações essenciais, principalmente sobre a linguagem visual.

Em 1994 a Editora Melhoramentos publicou meu livro À Mão Livre – a linguagem do desenho, inédito no mundo porque aborda a linguagem visual sob a ótica da experiência visual e porque nele apresentei pela primeira vez a minha teoria da associação dos principais elementos da linguagem visual, as linhas, formas e cores, com a teorias de Carl Jung, sobre símbolos arquetípicos, e Joseph LeDoux, sobre o cérebro emocional. A TV Cultura exibiu, simultaneamente e durante mais 6 anos, a série À Mão Livre – a linguagem do desenho.  O livro foi relançado, em 2017, pela Editora Senac SP, com novos capítulos e com o título À Mão Livre, a linguagem visual.

 Meus livros, Visagismo: harmonia e estética (Senac SP, 2003) e Visagismo Integrado: identidade, estilo e beleza (Senac SP, 2009) são os únicos que mostram como essa linguagem se aplica à arte de criar uma imagem pessoal. Assim foi criado um novo conceito de Visagismo, o Visagismo Philip Hallawell, e um novo método.

Em primeiro lugar, é preciso compreender que toda imagem expressa conceitos, sensações e emoções. A imagem de uma pessoa é constituída pelo seu formato de rosto, suas feições, sua cor de pele, seu corte de cabelo, penteado, coloração, sua maquilagem, adornos e, no caso dos homens, seus pelos faciais. Esse conjunto faz, literalmente, uma declaração ao mundo e à própria pessoa de quem ela é, por meio da linguagem visual. Ou seja, por meio do que as linhas, formas e cores expressam, pela nossa percepção de peso e leveza, de equilíbrio, de harmonia e pelo que se entende que outros elementos significam.

Todo mundo tem uma compreensão intuitiva dessa linguagem, mas poucos sabem como realmente funciona. É a mais antiga e primitiva linguagem dos seres humanos e a primeira utilizada para compreender o mundo que nos cerca. Intuitivamente entendemos o que significam as diversas linhas, formas, cores e outros elementos que compõem uma imagem. Na verdade, o processo é emocional e não racional, porque os principais elementos, que são as linhas, formas e cores, são símbolos arquetípicos, que, tudo indica, estimulam sistemas primais na área límbica, que geram emoções e sensações físicas. É por isso que conseguimos sentir o que imagens transmitem, mas não entendemos isso racionalmente.

Pessoas que trabalham com imagens, inclusive os profissionais da área da beleza, geralmente têm inteligência visual acima da média e, instintivamente, sabem como lidar com uma imagem. No entanto, para exercer o Visagismo Philip Hallawell, é preciso conhecer essa linguagem profundamente.

Esse conhecimento permite analisar as formas e os traços de um rosto e saber o que expressam da personalidade de uma pessoa. Há mais de 5000 anos os Chineses já haviam percebido que o temperamento, de uma pessoa é estampada no seu rosto. Os Hindus e os Gregos da antiguidade fizeram a mesma constatação e daí nasceu a Fisiognomonia, que é a arte de conhecer o temperamento das pessoas pelos traços fisionômicos.

Com esse conhecimento, o profissional consegue, depois de alguma prática, fazer uma leitura muita rápida de seu cliente. Em poucos minutos analisa as características físicas e sabe que tipo de pessoa é, essencialmente, mas não como usa esses atributos, se positiva ou negativamente, nem como é sua personalidade ou caráter. Conversando com ela, descobrirá mais sobre ela: seu trabalho, suas atividades, seu estilo de vida, seus desejos e suas necessidades. Aí então saberá o que sua imagem deve expressar, para lhe proporcionar maiores benefícios nos seus relacionamentos, levantar sua autoestima e criar bem-estar em geral.

Nisso se estabelece um conceito, ou seja, a função da imagem, e esse é o primeiro passo do processo criativo. Mas para criar a forma mais adequada, que melhor expressa esse conceito, é preciso dominar o uso da linguagem visual, conhecendo e estudando seus fundamentos: luz e sombra, cor, composição, proporção áurea, dinâmica das linhas e outros. Os fundamentos são baseados em conhecimentos de física ótica (cor e luz), de matemática, de geometria, de antropologia e das ciências cognitivas, que estudam como funciona a percepção e a compreensão do mundo.

Beleza é criada quando o conceito transmite as qualidades da pessoa - força, criatividade, dinamismo, meiguice ou autocontrole, por exemplo - e quando a forma valoriza as características físicas positivas, expressa harmonia e é criada de acordo com os princípios de estética.

Finalmente, é preciso que o profissional domine as técnicas diversas utilizadas na criação de uma imagem pessoal; corte, coloração, penteado, maquilagem e outras.

Dessa forma ele pode direcionar seu trabalho, exercendo sua habilidade e criatividade, com consciência daquilo que está proporcionando ao seu cliente, sem que dependa da intuição. Saberá o que a imagem que pretende criar expressará e poderá explicar isso ao seu cliente, quase garantindo a sua satisfação.

Por ₢Philip Hallawell

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